Dezanove de março

Calmamente chegavas com o teu sorriso rasgado.
Era quase fim de tarde
com o sol a pousar na serra de Provezende.
Convocavas minha ajuda e
semeávamos favas.
E um dia aquele chasco esquivo
veio mesmo comer à tua mão.
E tu sempre a sorrir ensinaste-me a harmonia.
E eu desde aí acreditei na humanidade.

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